Aos 16 anos eu fiz um intercâmbio para a Nova Zelândia. Eu sei, você lê isso e pensa: “Uau! Que máximo!”. Foi bem ruim...
Na verdade, não foi ruim, foi difícil. Muito difícil. Muito mais difícil do que eu jamais poderia imaginar. E mais difícil ainda foi voltar para o Brasil. Não sei qual impacto foi maior, chegar lá e não conseguir me sentir em casa ou chegar em casa e não me reconhecer mais.... Foi tudo muito chocante. Mudou o rumo da minha história. Eu juro, nunca mais fui a mesma...
Aos 22, fiz um intercâmbio para Barcelona. No ano seguinte, Buenos Aires. Hoje, aos 29, moro há um ano e meio em New York, New York.
Essa introdução é para explicar que Morar Fora é mais ou menos um vício. Uma necessidade biológica. Seu corpo pede pra que você experimente novas pessoas, novas cores, novos sons. Você tem necessidade de conhecer outras culturas. E não como turista. Um turista não se esfola (muito!). Um turista acha tudo lindo...
Quando a gente quer Morar Fora, a gente quer o pacote completo. Do início ao fim. Quer o metrô, quer a rush hour, quer o frio que nunca sentiu antes na vida, quer a neve, quer contar cada centavo, quer não entender a língua, quer não se entender, quer se perder na cidade, quer morar no apartamento pequeno, quer ter o roommate desconhecido, quer lavar a própria roupa, quer não ter comida direito em casa, quer trabalhar de garçom, quer não trabalhar e ser só estudante de novo, quer transar com um estrangeiro (ou estrangeira... ou ambos), quer fazer perguntas, quer não ter respostas, quer sentir saudade de casa, quer não saber se vai voltar, quer fazer amigos pra vida toda, quer pagar língua, quer andar com as próprias pernas, quer se arrepender de algumas coisas, quer ter história pra contar...
A gente quer viver! Viver a vida! Viver o mundo! De verdade! A gente quer qualquer coisa além do comum! Porque a vida como a gente conhece às vezes sufoca... E a gente pode mais. A gente pode muito mais! E pra isso a gente tem que se dar o direito de mudar. De errar. De não saber. De se perder... Pra depois encontrar alguma outra coisa. Coisa que a gente não faz a menor ideia se existe de verdade. Mas que a gente quer muito! E pra encontrar essa(s) coisa(s), a gente quer ir.
Tem que sair. Tem que saltar.
Tem que ir pra fora...
Em inglês a gente diz been there, done that. Pois eu criei o Morar Fora exatamente para pessoas como eu e você. Porque eu também já precisei de suporte. Já precisei de informação. Já precisei de inspiração. Eu já precisei de uma luz... E é isso que eu hoje ofereço: uma luz!
Não no fim do túnel... no início! Eu posso clarear o começo do seu caminho.
Com o Morar Fora eu quero me conectar com quem pensa e sente como eu. Quem tem coragem de concretizar os sonhos, por mais audaciosos que sejam. E o que eu ofereço pra essas pessoas é um Norte. Ou talvez um Oeste. Quem sabe um Sul...? O que importa é que eu ofereço orientação. Ofereço o meu conhecimento, a minha experiência, o meu network, e às vezes até o meu sofá...
O que for necessário pra te ajudar a começar a sua nova vida.
Mas aviso aos navegantes: depois do primeiro vôo, você nunca mais será o mesmo...
I promise! :)